AG extraordin(liquidat)ária

A pedido do NQL, o reaparecido Presidente da AG da FPR marcou uma Assembleia Geral Extraordinária.
Dr. Jekyll diz que é muito importante ouvir os associados e as sugestões que estes têm para a sobrevivência da modalidade. Mr. Hyde diz que é bonito de ver a FPR à beira do abismo a pedir ajuda àqueles que ignorou nos últimos 7 anos.
Dr. Jekyll diz que se deve olhar o futuro e não o passado. Mr. Hyde diz que o passado continua a trazer nuvens negras para o futuro, basta olhar para o problema da dívida de 600.000 euros dos projectos do Centro de Alto Rendimento do Pocinho.
Dr. Jekyll diz que é importante perceber que tudo o que foi feito foi em prol da modalidade, de forma a elevá-la a um patamar de alta projecção nacional e internacional.
Mr. Hyde diz que em prol da modalidade seria ter feito uma gestão prudente e equilibrada, com consensos e diálogo, com uma Direcção que fosse uma equipa e não um conjunto de indivíduos, ao contrário do que uma equipa de remo deve ser.
Dr. Jekyll diz que talvez seja melhor haver sangue novo para tentar retomar o diálogo com os credores da FPR, já que as portas se fecharam com esta Direcção. Mr. Hyde acrescenta “ou o que resta dela”. E diz que as últimas atitudes lhe fazem lembrar o ponto de partida para a ida de José Sócrates para Paris para cursar Ciência Política, este protagonista até já fala Francês. E também deve achar que as dívidas não são para pagar

AG 11 ago

5 Responses to “AG extraordin(liquidat)ária”


  1. 1 Anónimo 28/07/2012 às 7:33

    Nem as dividas são para pagar nem as leis, estatutos e regulamentos para cumprir. A direcção rasca, que se mantém ilegalmente no poder (desde que não foram realizadas as eleições mandatórias por lei), perdeu já a maioria dos seus membros, pelo que sem quorum não existe. Serve somente para a destruição da modalidade, e mais recentemente para a corrupção e tráfico de influências na mesma, ao violar as normas para admissão de associados e transferências de atletas. Surpreendentes são as atitudes passivas de alguns perante os atropelos e os abandonos de última hora antes do naufrágio completo…

    • 2 Anónimo 30/07/2012 às 11:41

      A AG foi requerida por delegados, pedido que deu entrada na Federeação antes do pedido efectuado pelo NQL. O Presidente da AG convocou juntando as duas Ordens de trabalhos propostas.

  2. 3 Nortenho 30/07/2012 às 21:34

    Deixemo-nos de estórias!!!… Todos aqueles que estão por dentro dos meandros do remo sabem bem o que se passou desde a célebre AG de Março de 2008 até aos dias de hoje. O NQL tem vindo desde a sua 1.ª eleição a pautar a sua atuação por um jogo de politica perfeito. Até na convocatária da AG do próximo dia 11 de Agosto ele foi “chico esperto”; aproveitou a movimentação de um determinado número de dirigentes que desde algum tempo a esta parte demonstram um enorme descontentamento pelas suas politicas e zás jogou na antecipação: – solicitou ele próprio uma AG. Não me venham cá com contigas de que o Presidente da AG de dois pedidos fez um (juntando as ordens de trabalho) pois o pedido de AG é do NQL e de mais ninguém.

    Uma vez mais o NQL faz como Pôncio Pilatos “lava as suas maos” e coloca nas mãos da AG a limpeza da sujeira que tem vindo a acumular ao longo dos seus mandatos. O próprio Presidente da AG foi uma vez mais o seu grande amigo de peito. Marcou a cuja dita para uma periodo de férias; quer dos serviços da Federação, quer de grande parte da comunidade do remo.

    Pela minha parte espero que compareçam o maior número de dirigentes e que de uma vez por todas haja coragem para pedir responsabilidades à maior figura (pela negativa) do remo nacional.

    P.S. – Alheados de tudo isto a nossa dupla olimpica demonstra uma vez mais uma enorme maturidade. A sua enorme força, vontade de vencer leva-os uma vez mais ao encontro de um excelente resultado. FORÇA CAMPEÕES. São o nosso orgulho.

    Saudações desportivas.

  3. 4 Anónimo 01/08/2012 às 16:04

    Não invente… Há provas, e testemunhas, que o pedido dos delegados deu entrada na sede da Federação antes do pedido do NQL. Aliás, da convocatória da AG consta um ponto – Medidas a tomar,etc – que não constava do pedido do NQL. Os documentos provam-no, foram mostrados pelo próprio Presidente da A.G. O pedido dos delegados solicitava urgência pelo que a AG foi marcada no mínimo prazo possível.
    Já agora, qual é o seu papel? Livrar o Remo da “maior figura (pela negativa)”, como diz, ou lançar a confusão… que só faz o jogo do NQL…

  4. 5 amigo do remo 06/08/2012 às 21:34

    O canto do cisne

    As últimas acções do Presidente da FPR dão que pensar. Uma liderança de 8 anos caracterizada pelo autismo que de um momento para o outro se predispõe a ouvir “sugestões” dos associados é, no mínimo, invulgar.
    A AG do próximo sábado vai ser clarificadora. Já se percebeu que o presidente da FPR quer sair. E parece que vai consegui-lo. O estranho é mesmo como se conseguiu aguentar tanto tempo.
    Eleito em início de 2005, poucos meses depois já se tinha percebido que a figura não era a mesma que tinha conseguido a maior maioria de sempre do remo português. Há quem diga que o cargo o mudou, há quem diga que apenas se revelou. Para o caso pouco interessa: 8 anos de resultados operacionais negativos, dívidas de mais de 1 milhão de euros, o risco de ser decretada a insolvência da FPR ainda este mês, um mal-estar generalizado no remo nacional, as equipas nacionais completamente “esfrangalhadas” (com a excepção óbvia da dupla que já era vice-campeã do mundo em 2005, ano de início desta aventura suicida), clubes e associações que não recebem subsídios há 4 anos, dívidas a árbitros, treinadores, remadores, etc.
    Relatórios e Contas aldrabados (o resultado positivo de 2010 afinal trouxe vários pedidos de insolvência…), uma Direcção que já não tem quórum há muito tempo nem promoveu eleições após a entrada em vigor dos novos estatutos, directores com negócios directos com a FPR, um Conselho de Arbitragem com uma composição ilegal há anos, um sector de formação que continua a criar problemas em vez de soluções, um corpo de colaboradores que não pára de aumentar – nem sempre contratados pelas suas qualidades profissionais, como já se percebeu – e que fez com que os custos de pessoal passassem de 90.000 euros em 2005 para mais de 200.000 euros em 2011, não incluindo ainda o vencimento do presidente.
    Um mandato sustentado de forma artificial por clubes com pouca ou nenhuma actividade ou por clubes com actividade em localizações geográficas muito específicas, decisões de orientação financeira que acabaram com a capacidade de investimento da FPR, regulamentos mal elaborados e alterados 2 e 3 vezes por época desportiva, estatutos mal redigidos e em alguns dos casos dúbios, processos disciplinares a granel, tentativa de exclusão das associações regionais do remo nacional – acabando com os DTR’s, suspendendo os financiamentos e retirando a capacidade de voto nas AG’s. Enfim, tudo o que era possível fazer mal foi mal feito.
    O futuro adivinha-se difícil. Vivem-se tempos de adversidade. A FPR não aproveitou a crise para se redimensionar, fazer opções estratégicas com visão de futuro, preparar o remo para as novas gerações de gente competente – dirigentes, treinadores, árbitros e atletas – numa época de grande concorrência por um cada vez menor número de potenciais praticantes. O número de jovens e femininos tem-se reduzido drasticamente e a FPR nada tem feito para inverter a tendência, entretida que está na luta para se manter à tona. A Administração Pública Desportiva tem sido amiga, mantendo o valor do financiamento à FPR – para comparação, a FPCanoagem recebe pouco mais de metade do que a FPR recebe, com os resultados que todos conhecemos. O problema é que a amizade não chegou para manter as contas sãs e, provavelmente, com a mudança de dirigentes é que virá a mudança de orientações. Paga o justo pelo pecador.

    As mudanças trarão mágoa a alguns. Muito provavelmente, a FPR não conseguirá atribuir subsídios aos clubes e associações durante algum tempo, o número de funcionários será reduzido, os treinadores da EN serão alterados, o presidente deixará de ter salário, carro, telemóvel e despesas de representação, as EN’s terão de ser redimensionadas. Mas é hoje claro para todos que viver acima das possibilidades é apenas adiar um problema.
    A canoagem pode ser um exemplo de esperança. Partindo de uma situação de falência há alguns anos – apesar de a dívida na altura ser inferior à dívida actual da FPR – a canoagem prepara-se hoje para dar medalhas olímpicas a Portugal. Até porque o remo nacional tem soluções. Tem pessoas aptas, competentes. Provavelmente menos motivadas do que há alguns anos atrás, mas ainda assim capazes de dar a volta por cima. E tem, principalmente, aquilo que um não remador não percebeu em 8 anos de dirigismo: uma capacidade sobre-humana de trabalhar em equipa para um bem comum. Só assim o remo singrará. Com a ajuda de todos, com trabalho em equipa, com a contribuição de nortenhos e sulistas. Com clarividência, com modéstia, com moderação. Com a humildade que faz os grandes campeões.

    Declaração de intenções: não sou candidato a nada nem quero ser. E por essa razão não me identifico.


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