Fisco e confisco

Parece que o NQL pagou todas as dívidas ao Fisco até final de 2011. Recorde-se que os 150.000 euros que Vítor Gaspar exigiu são devidos à requisição de Rascão Marques à Autoridade Tributária e Aduaneira tendo a FPR, por esse facto, que assegurar os custos com o salário do funcionário requisitado.

Dr. Jekyll diz que a FPR pagou o que devia porque é pessoa de bem. Mr. Hyde acrescenta que o facto de todas as verbas transferidas em 2011 para a FPR estarem sujeitas a uma penhora de 25% até pagar a dívida também ajudou.

Dr. Jekyll diz que o Presidente merece o salário já que está a trabalhar a 100% para o remo, com grande dedicação e empenho. Mr. Hyde refere que o resultado de tanto profissionalismo está à vista de todos, tem sido até alvo de grande destaque na comunicação social.

Dr. Jekyll diz que o pagamento de salário ao Presidente está previsto nos estatutos. Mr. Hyde concorda, mas não se lembra de ver essa rubrica em nenhum dos Planos e Orçamentos de 2005 até hoje. E pergunta se o IDP não vai pedir a devolução desse dinheiro, que não foi aplicado para os objectivos constantes dos contratos-programa mas sim em rubricas não orçamentadas. Pergunta ainda porque não foi feita essa orçamentação para 2012 de molde a evitar a devolução das verbas a receber durante o ano em curso…

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3 Responses to “Fisco e confisco”


  1. 1 poupado 17/04/2012 às 16:00

    O remo pagou 150 000 € a esse senhor para ele provocar 1 000 000 € de dividas?
    Ofereco me por metade do salario para fazer as mesmas dividas ou ate menos.A FPR poupa 75 000 €

  2. 2 Homem do Norte 20/04/2012 às 14:22

    Atenção a um pequeno pormenor: Ele pode dizer à vontade que não deve nada ao fisco. É que a dívida refre-se à requisição, ao abrigo do regime legal de acordo de cedência de interesse público (anterior regime de requisição administrativa). Sendo assim, a dívida reclamada pelo Ministèrio das Finanças à FPR, relativa a remunerações e encargos sociais do RM enquanto requisitado, não não são uma dívida fiscal. Mas não deixe de ser uma dívida!

  3. 3 ATENTO 20/04/2012 às 18:24

    São dividas reclamadas em processo de execução fiscal e nem mais nem menos que isso.
    A questão é que, com as novas regras de rigor orçamental a que os Estados membros estão sujeitos pela UE, acabou o regabofe do “dinheiro ser todo do mesmo saco”, isto é, agora a FPR requisita, depois inscreve a verba em contrato programa, este vai a aprovação/contratualização, e depois a federação repõe à entidade o dinheiro que esta pagou ao funcionário.
    Agora cheira-me é que o IDP nunca foi na história (e bem) e agora são os € da actividade regular da FPR inscritos nos contratos, que são retidos em 25% do montante a pagar á FPR (de cada pagamento de actividades são menos 25% que entra por obrigação legal do IDP de pedir Certidão de Situação Tributária antes de fazer pagamentos).
    Agora chamem-lhe o que quiserem, eu chamo a isso “chular” o povo e preguiça de trabalhar. O NQL pode sempre dizer que conforme o relatório e contas teve que ir a 256 reuniões num ano, mas eu também pergunto, são todas necessárias? Para que servem tantos vice presidentes e membros de direcção?

    Dá-lhe é jeito não trabalhar e receber ordenado, e com o feitio que tem, os antigos colegas de trabalho também devem ficar contentes.

    Mas os associados da FPR também têm culpa nisso.

    Abraços e boas remadas


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