Satélite-espião

Para quem não sabe Mr. Hyde é um conceituado hacker informático, dedicando parte do seu tempo a “entrar” em bases de dados e outros sistemas de diversas entidades. Foi ele, por exemplo, que colocou online as Contas de gerência 2011 da FPR antes da AG, já que a FPR apenas tinha disponibilizado o Relatório sem a parte das continhas. Enfim, mais uma acção de serviço cívico que os e-leitores ficam a dever aos nossos dissecadores (Mr. Hyde também tinha a morada de todos os árbitros de remo portugueses, mas achou que ficava mal fazer o mesmo que fizeram aos do futebol).
Estando ainda a gozar alguns dias de férias da Páscoa, aproveitou para piratear o sistema de vigilância satélite que o NQL utiliza para controlar os mercenários que organizam regatas sem autorização da FPR. Reposicionou o satélite para vigiar a Doca de Santo Amaro, controlando assim as entradas e saídas do edifício que era para ser um bar – não fosse ter-se constatado a tempo que afinal não pertence à FPR mas sim à CP.
Nem de propósito, a grande agitação que hoje se fez sentir logo a partir do início da manhã – com polícia e tudo – deixava antever que algo de grave se passava. Afinal não era nada de especial, apenas a execução de uma penhora. Talvez uma daquelas que – de acordo com o NQL na última AG – não existia e era invenção dos clubes da oposição.
Dr. Jekyll diz que não foi nada, apenas a sede da FPR foi cedida para as filmagens de um filme policial que vai ofuscar o Tabu de Miguel Gomes. Mr. Hyde diz que era um filme muito realista, parecia mesmo que era a PSP e que estavam a carregar todos os haveres da FPR.
Dr. Jekyll diz que a Direcção decidiu dar melhores condições de trabalho à meia dúzia de funcionários, trocando o mobiliário e computadores obsoletos por outros mais ergonómicos e modernos. Mr. Hyde diz que só viu fluxo num sentido, talvez a transportadora se tenha esquecido do material que a FPR adquiriu e faça a entrega apenas amanhã.
Dr. Jekyll diz que não se pode acreditar em tudo o que se vê e ouve. Mr. Hyde concorda, diz que tem lido relatórios e ouvido justificações e afirmações em que só acredita um anjinho…

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1 Response to “Satélite-espião”


  1. 1 PaulomBarros Vale 12/04/2012 às 2:17

    SPORT AFINAL TINHA RAZÃO : BASTOU UM DIA PARA SE CONFIRMAR A NECESSIDADE URGENTE E O FUNDAMENTO DO PEDIDO DE INSOLVENCIA DA FEDERAÇÃO DE REMO

    Como é público o Sport Club do Porto, solicitou ontem o pedido de insolvencia da Federaçao Portuguesa de Remo (FPR). A alguns pareceu uma bomba, mas sabiamos bem o que faziamos, quando fizemos essa exigencia de cumprimento da lei.

    A única forma de proteger os interesses do Remo Nacional (a 3 meses dos Jogos Olimpicos), e no periodo em que decorre o funcionamento normal da época desportiva, e o interesse geral dos credores da FPR, é o processo de insolvencia, obrigação a que estão sujeitos os seus dirigentes (e que recusam cumprir…), e unica via de congelar os multiplos ataques que de forma individual e legitima estão a ser intentados contra aquela federação.

    A gestão verdadeiramente irresponsavel, ilegal e danosa, que tem vindo a ser praticada na FPR, faz correr o risco da derrocada iminente do seu proprio funcionamento, e a implosão da estrutura funcional da mesma, já que as penhoras multiplas de que está a ser vitima, podem inviabilizar a qualquer momento, as mais correntes funções de administração e controlo da entidade.

    Sem bens, moveis ou imoveis, computadores, secretárias, material técnico, que estão à mercê dos credores, a FPR pode parar a todo o momento, criando na pratica um vazio institucional, que explodirá com estilhaços para cima de todos os clubes e atletas, um pouco por todo o país, que se veriam impossibilitados da sua normal pratica desportiva e competitiva.

    Bastou um dia para a história nos dar razão:

    Ontem, com a presença da policia, e por ordem judicial, foi feita uma intervenção na FPR, retirando através de camião, a generalidade dos bens moveis e equipamentos tecnicos, que são indirctamente propriedade dos clubes associados daquela instituição, e que são verdadeiramente indispensaveis para o funcionamento regular da modalidade do remo no nosso país.

    Era isto que pretendiamos evitar. Infelizmente horas depois da nossa exigencia, o que temiamos aconteceu. Sem meios federativos, na pratica, o remo tal qual o conhecemos, pode parar a todo o momento.

    Nao ficamos felizes por termos tido razao tão cedo. Sentimo-nos penalizados, como todos os outros, pelo facto de o irresponsavel Presidente da Federação, nao ter protegido os activos à sua guarda, atraves da apresentacao à insolvencia, como a lei determina, e como sugerimos na ultima AG (que embora ilegalmente) reuniu no passado dia 31.3.12.

    Espera-se agora, que as autoridades administrativas e judiciais, entendam o nosso pedido, e actuem com urgencia para ainda salvar o que possa restar do já fragilissimo funcionamento daquela instituição, que por enquanto ainda detém utilidade pública.

    Porto 12 de Abril de 2012
    A Direcção do Sport Club do Porto


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