Rascão Gandhi

Rascão Marques passou a ser conhecido na modalidade com Rascão Gandhi, dada a sua grande magnanimidade. Para quem não sabe o que isso é aqui fica uma definição: s.f. Qualidade de magnânimo; grandeza de alma; nobreza de sentimentos.
Vem isto a propósito da alteração de regulamentos que foi operada este ano e que obriga os clubes portugueses a terem todos os seus atletas filiados à data limite de inscrição – até ao ano anterior era à data da regata.
Acontece que o Fluvial Portuense, clube centenário e de pergaminhos, se “distraiu” e não tratou de filiar a maioria dos seus atletas (só 3 estavam inscritos, em 36) até ao último dia de inscrições para o Nacional de Fundo. Isto seria motivo para excluir este clube do Nacional de Fundo.
Pois acontece que o NQL, mostrando uma grande (passe o pleonasmo) ” grandeza de alma; nobreza de sentimentos”, resolveu aceitar a inscrição deste clube, advertindo os seus dirigentes para o incumprimento em que incorreram, mas exercendo uma excelente acção pedagógica, permitindo a participação dos atletas (que seriam os principais prejudicados por uma exclusão pura e simples) mas não atribuindo qualquer subsídio ao clube ou pontos para o Ranking Nacional nesta prova.
Rascão Gandhi diz compreender que, com tantos regulamentos a serem publicados e com tantas alterações que já foram feitas aos mesmos, seja fácil falhar uma qualquer norma regulamentar da modalidade. Diz que ele próprio já falhou algumas: começou logo no primeiro nacional pós regulamentos, quando alguns clubes cumpriram a alteração ao regulamento dos timoneiros e outros – incluindo o vencedor – não cumpriram. Aliás, um dos clubes até apresentou protesto e Rascão Gandhi devolveu o dinheiro do mesmo. Como o que nasce torto tarde ou nunca se endireita foi continuando com falhas, que vão desde as distâncias nos campeonatos, passando pela falta de cumprimento das condições das pistas, largada e chegada, etc etc. Se até o Presidente da FPR – requisitado pelo Estado e coadjuvado por 5 funcionários administrativos e não sei quantos técnicos – falha no cumprimento dos regulamentos que publica, o que dizer dos clubes amadores cujos dirigentes têm de trabalhar para ganhar a vida e ainda se dedicam de corpo e alma aos seus clubes. E sem carro e telemóvel pago!
O remo nacional ficou mais rico por se aperceber finalmente da grandeza de carácter do seu responsável máximo. Já há quem fale numa comenda – não, não é a freguesia alentejana, é mesmo a distinção honorífica. Os nossos dissecadores até já sabem qual: Comendador da Ordem de Mérito Agrícola, Comercial e Industrial. Como nesta ordem há três classes com insígnias diferentes, o ideal seria a Classe do Mérito Agrícola. Porquê, pergunta o e-leitor. É fácil, respondem os nossos dissecadores: cada cavadela cada minhoca…

2 Responses to “Rascão Gandhi”


  1. 1 Nortenho 01/02/2011 às 14:06

    Mais um excelente post.

    Para além do NQL (rascaGandhi) ser um mau exemplo no cumprimento de regras e procedimentos democráticos é exímio a exigir que todos os outros cumpram com o que ele determina. Esquece-se porém de que é uma autentica aberração na sua forma de liderar. Como pode ele exigir quando não cumpre atempadamente com os protocolos assinados com diversas entidades?
    Dizem por aí as “más linguas” que o Pocinho já era; já se foi… Consta que as verbas do QREN não foram utilizadas atempadamente, vai dai não há dinheiro para levar a cabo a obra!!!… Já nem o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa está para aturar…

    Esta novela já vai demasiado extensa e porquê?
    – Temos um péssimo argumentista (Rascão Marques)
    – Temos um produtor/realizador do pior que há (José Santos).
    – Mas em contrapartida com excelentes actores (Atletas, pena é que alguns tenham saltado fora).

    Tudo isto coadjuvado por uma entidade pública (os nossos euritos são tão mal geridos) que lhe dá toda a cobertura (Secretário de Estado da Juventude e do Desporto – Laurentino Dias).

    Enfim não há meio de acabar com esta produção (palhaçada, farsa…)

    Saudações desportivas

  2. 2 Homem do Norte 02/02/2011 às 14:30

    Mas alguma vez alguém que se convenceu que aquilo ia por diante?

    Tudo não passou de um ar que lhe deu.

    E quanto a mim ainda bem. Porque a avançar seria um dos maiores elefantes branco jamais feito no sectro do desporto que rivalizaria com os célebres estádios do Europeu.

    E o Remo ficaria irremediavelmente enredado naquela coisa, condenado a palmilhar milhares de km, quando outras solução descentralizadas, mais acessíveis e com iguais ou melhores condições de plano de água seriam definitivamente preteridas. Seria a centralização do Remo nos confins, aliás um dos grandes motivos de desinteresse dos atletas (e pais) pela participação nas equipas nacionais, para além da (re)conhecida (in)competência da equipa técnica federativa.

    Há males que vêm por bem!

    Era mais uma mania das grandezas de um senhor que de grande não tem nada (e não me refiro ao aspecto físico).


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