Rascão Marques sofre de Alzheimer

Os nossos dissecadores, grandes mestres na área do diagnóstico pós-Natal, chegaram à conclusão de que o NQL sofre de Alzheimer. O estudo efectuado ao longo dos últimos anos irá brevemente ser dado à estampa no American Journal of Medicine.
O procedimento científico foi concluido recentemente com base em novos dados que chegaram ao gabinete de Dr. Jekyll & Mr. Hyde há poucos minutos. Vamos tentar resumir as conclusões, já que a tese completa dava uma leitura mais extensa que o buraco financeiro da FPR.
Pois bem, parece que na última regata realizada em Avis não havia árbitros suficientes para preencher todos os lugares necessários. Vai daí o presidente do juri pediu a um árbitro cuja filiação para 2011 não foi aceite pela FPR (árbitro que por sinal até é uma brilhante Estrela do firmamento da arbitragem portuguesa) – e que até estava apenas a assistir às regatas da sua ARS – para fazer o favor de ficar na chegada. O Senhor (com letra grande) aceitou, colaborou, viabilizou as chegadas e o evento.
Entretanto o NQL resolveu embirrar com a situação e informou via ofício – subscrito com a “máxima consideração”… – que não reconhecia o evento em causa e instando a ARS a suportar todos os custos de arbitragem. Diz ele que “o mesmo foi realizado fora das normas que regulamentam a organização de
um evento desportivo da nossa modalidade”.
Dr. Jekyll & Mr. Hyde, exímios jogadores de xadrês – dizem que é ginástica para o cérebro – rapidamente se lembraram de vários eventos que também foram realizados fora das normas, como por exemplo todos os campeonatos nacionais realizados em 2010! Basta ler o Regulamento Nacional de Regatas que o NQL pariu em 2009 – que entretanto já sofreu inúmeras alterações – para verificar várias falhas regulamentares nessas regatas:
Art. 26º – 1. O plano de água deve apresentar dimensões suficientes para o percurso previsto; – O Nacional de Verão foi disputado em 1350 m…
Art. 26º3. A profundidade deve atingir, para os campeonatos nacionais, pelo menos 2 metros no sítio menos profundo; – No Nacional de Sprint devia ser de 2 decímetros…
Art. 27º Condições 1. As cercanias do nível da água devem protegê-lo o mais possível do vento; 2. Não deve existir corrente. Se isso acontecer, não devem daí resultar condições desiguais para as diferentes pistas; 3. O desenvolvimento correcto das provas não deve ser perturbado por ondas de origem natural ou artificial.; – Que dizer dos Nacionais de Yolle e Lisboa? Ou do Nacional de Inverno em Óbidos?
Art. 28º Zona de largada 2. Para os campeonatos nacionais, as largadas fixas são obrigatórias para as corridas em linha. Não obstante, sempre que estiverem previstas várias distâncias no mesmo percurso, só na mais longa se considera a imposição; – Temos a vaga ideia de isso só ter acontecido em algumas das 14 regatas nacionais realizadas em 2010…
Art. 28º Zona de largada 3. A linha de largada é referenciada e assinalada, assim como o ponto que materializa os primeiros 100 metros do percurso que se denominam “zona de largada”. Para assinalar o final desta zona, as bóias devem ter uma cor diferente e duas bandeiras brancas situadas de cada lado, indicam esse limite; Bóias de cor diferente? Mas quais bóias? Ah, realmente havia bóias numa das 14 regatas, já nos recordamos! E nas outras 13?
– Art. 28º Zona de largada 6. O Juiz de Largada encontra-se sobre uma torre situada entre 30 e 50 metros atrás da linha de largada. Excepcionalmente esta distância pode ser reduzida. A torre deve comportar uma plataforma para o juiz, situada no máximo a 6 metros acima do nível da água e deve estar equipada com todos os meios sonoros aptos para informar as equipas. No caso das condições atrás referidas não poderem ser cumpridas, o Juiz de Largada pode estar na margem, ao nível da água; – Torre? Qual Torre? Aquele barco no meio do rio chamava-se Torre?
Artigo 29º Alvos Atrás da linha de partida, alvos ou visores indicam o meio de cada pista. Estes alvos devem estar, sempre que possível, nitidamente visíveis até aos mil metros. – Os únicos alvos conhecidos este ano foram os “não alinhados”, que foram ALVO de inquéritos disciplinares, ALVO de não aceitação da filiação, ALVO de decisões ilegais e parciais, ALVO de atraso no pagamento de subsídios…
Artigo 31º Descrição do sistema Albano Entre vários pontos não cumpridos deixamos apenas esta pérola: 5. A chegada corresponde à distância de 2000 metros; Não seria 1350 metros?
Artigo 32º Zona de chegada Mais uma pérola: 7. Os tempos devem ser medidos com precisão; para determinar a ordem de chegada das provas, devem ser utilizados aparelhos ópticos de precisão máxima de centésimos de segundo; – Devem estar a falar da precisão dos olhos dos funcionários da FPR que EXERCERAM FUNÇÕES DE ARBITRAGEM EM CAMPEONATOS NACIONAIS SEM TEREM HABILITAÇÃO PARA TAL! Ou, como diria uma eminência parda do remo nacional, “foi realizado fora das normas que regulamentam a organização de um evento desportivo da nossa modalidade”.
Bom, como os nossos dissecadores não têm requisição do Estado para faltar ao emprego e a escrita já vai longa vão ter de ficar por aqui. Fica registado para memória futura a fraca memória passada do NQL. Ou a sua opinião de que os regulamentos são só para os outros cumprirem e de que a FPR está acima dos regulamentos, das leis e da moral…

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4 Responses to “Rascão Marques sofre de Alzheimer”


  1. 1 Nortenho 27/01/2011 às 12:09

    Em primeiro gostaria de deixar expresso o meu agradecimento por mais uma dissecação de alto nivel.
    O NQL não sabe onde se meter após a sua leitura, até porque o buraco financeiro da FPRemo é demasiado largo e como tal não dá para se esconder lá; – Todos o veriam.
    Quanto ao resto é mais do mesmo, já estamos por demais habituados a este tipo de conduta; – De homen com h pequeno (não têm nada a ver com a estatura), mediocre; Rasca…
    Era um milagre que ele se preocupasse com a execução do calendário nacional nas melhores condições. O que não vai acontecer até porque não vai ter a pista de Montemor para os realizar (só se alguém efectuar o pagamento ao empreiteiro!!!…). Lá vai ter que andar a mendigar por este Portugal a ver se oa seus amigos lhe dão uma preciosa ajuda.
    Siga a dança…

    Saudações desportivas

  2. 2 Homem do Norte 27/01/2011 às 13:45

    Sugere-se a reforma por inavlidez ao para o NQL.

    Ou o internamento compulsivo em estabelecimento de tratamento psiquiatrico.

  3. 3 UZADO 27/01/2011 às 20:19

    Eu junto mais pérolas, que se calhar, todas juntas e bem vendidas dariam para ajudar financeiramente FPR e o NQL, que a ver ver até pode ser essa a intenção dos regulamentos e suas pérolas.
    – Artigo 8º Nomeação dos árbitros
    3. A actividade de árbitro é totalmente incompatível com o desempenho de outra função ou cargo, nos clubes, associações ou outras entidades ligadas ao REMO.
    Como fica aqui a situação dos membros do Conselho de Arbitragem e dos órgãos sociais da FPR? Ou a FPR não é uma entidade ligada ao REMO.?
    – E o cronometrista pá?
    Artigo 1º
    Criação
    1. É reconhecida na Federação Portuguesa de Remo, a categoria única de cronometrista.
    Artigo 4º
    Licença
    1. Os cronometristas, deverão ser titulares de licença, emitida pela FPR, sendo a mesma válida por uma época desportiva.
    2. A não renovação da licença determina a impossibilidade de exercício da actividade.
    Artigo 5º
    Nomeação
    1. Os cronometristas para as provas organizadas pela FPR, independentemente da sua natureza, dimensão ou âmbito, são sempre nomeados pela Direcção da FPR.
    2. A actividade de cronometrista é totalmente incompatível com o desempenho de outra função ou cargo, nos clubes, associações ou outras entidades ligadas ao REMO.
    3. O cronometrista que exerça o cargo de dirigente ou desempenhe outras funções num clube ou associação filiados na FPR, e de acordo com o disposto no número anterior, não poderá ser nomeado para cronometrista durante a época em que mantiver o exercício dessa função ou cargo, ficando com a licença temporariamente suspensa.
    Artigo 8º
    Reinício da actividade
    1. Em caso de interrupção da actividade de cronometrista, por período superior a dois anos, independentemente da sua categoria, o cronometrista só poderá voltar a ser nomeado, se frequentar uma acção de formação com vista à actualização de conhecimentos;
    No meio disto tudo como é a carreira? como se tira o curso? Como se integra no Regime Jurídico das Federações? Se calhar é só para quem pode e não para quem quiser.

    A seu tempo dou mais uma ou duas pérolas para o colar.

    Haja feno como dizia o outro, porque o burro já lá está !!!

  4. 4 Dissidente 27/01/2011 às 22:42

    ou porque não. o regresso ao balcão ?……..mas do circo cardinali !


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