Caldos de galinha

A semana foi pródiga em acontecimentos no remo nacional. Infelizmente os nossos dissecadores têm de passar no emprego de quando em vez – ao contrário do NQL que só vai à tesouraria da Fazenda Pública para o jantar de Natal e para receber o FET – e tem faltado o tempo para dissecar.
Quanto à circular dos subsídios e prémios para 2011 já um outro dissecador fez o favor de ajudar a reduzir a lista de espera de assuntos dissecáveis.
Assim, os nosso dissecadores orientam os seus bisturis para o Campeonato Nacional de Fundo. Para quem não sabe Dr. Jekyll é infantil e Mr. Hyde veterano. E já remaram em Caldas de Aregos algumas vezes. A última vez que lá foram ficaram a caldos de galinha durante uns dias. Parece que só havia um pontão – pequeno e apenas com um dos lados virado para a água – e os nossos dissecadores resolveram atracar o double na rampa. Como acontece com o código postal foi meio caminho andado… para um banho rápido e agradável, que não é todos os dias que se tem a oportunidade de tomar banho numas caldas, mesmo que ultimamente andem sempre escaldados.
Mas, que raio!, há 20 anos também se fazia regatas em locais sem condições e até tínhamos bons resultados internacionais! E sem precisar de dar prémios aos atletas, treinadores e clubes (e agora também não é preciso, só 2 remadores é que levam algum para casa com este sistema… Fica barato, portanto).
Mas compreende-se a opção: é preciso dinamizar o remo em Caldas de Aregos, agora que até lá há um clube. Mr. Hyde estava a tentar lembrar-se em quantas regatas esse clube participou no ano anterior, mas só se lembra de uma. Dr. Jekyll nem se quer lembrar da confusão que houve com a nomeação de árbitros para essa mesma regata…
Pelo sim pelo não Mr. Hyde vai fazer a revisão ao carro. Sim, que ir ao centro geográfico do remo nacional exige cuidados redobrados… Dr. Jekyll diz que não são meia dúzia de quilómetros e meia dúzia de curvas que o fazem perder o sono. Mr. Hyde diz que também não perde o sono, mas só se for na véspera: é que as regatas foram marcadas às 10h30 para ir de encontro às pretensões do presidente da Câmara, que quer dar dinheiro ao remo mas só se o recuperar por via dos alojamentos daqueles clubes ricos que gostam de ir no dia anterior para se armarem em finos. E por uma vez na vida os nossos dissecadores dão graças a Deus por não remarem ao lado da sede da FPR: 6h de viagem dão mais cabo das costas do que um estágio de Natal da equipa nacional orientado pelos nossos conceituados técnicos no clima temperado do Pocinho…

6 Responses to “Caldos de galinha”


  1. 1 Ausente 07/01/2011 às 12:15

    Caldas de Aregos? E como é que os barcos entram no rio, se aquilo só tem um pontaõ e pequeno?
    Cada ano que passa a qualidade dos eventos melhora. Ainda bem que a FPR criou o Departamento de Eventos.

  2. 2 Anónimo 07/01/2011 às 13:15

    Departamento de eventos que se podesse ainda albergava mais uns quantos sanguessugas. Isto de levar o remo para a frente até precisava de mais dinheiro, só que o desporto está minado de pessoas que estão sempre contra o bom rumo que a direcção decidiu traçar. Se virem bem já conseguiu uma participação olímpica, uma medalha nos europeus, um 8 no skiff ligeiro e vai conseguir mais uma participação. Meus amigos zzz zzz ele(NQL) e o resto da comandita, vão ser a única direcção com duas participações olímpicas e disso já ninguém nos livra. Para a história ficam os resultados e quem lá esteve aquando dos mesmos.

  3. 3 Homem do Norte 07/01/2011 às 15:17

    Caldas e Aregos – Capital do Remo Nacional!

    É de ir às lágrimas!

  4. 4 Homem do Norte 07/01/2011 às 15:22

    O que a federação merecia mesmo que ninguém lá pusesse os pés.

    Aquilo é no fim do mundo e só lá são feitas provas porque assim fica a custo zero. Os clubes e os atletas que se lixem.

    Que vão os gajos das caricas e das bifanas abrilhantar a romaria.

    Isto já chega.

  5. 5 Homem do Norte 10/01/2011 às 10:45

    Vamos ver o que fica para a história. Se será as participações olímpicas e a medalha nos europeus, que nada tem a ver com eles mas sim com o trabalho de outros, ou se será a bancarrota.

    É que para aqueles que tenham memória curta, a situação vai ser tão grave, mas tão grave, que ano após ano, durante muitos e muitos anos, sofrerão na pele a dura realidade da penúria.

  6. 6 Nortenho 11/01/2011 às 9:03

    Viva a sabedoria popular farta em ditados populares com aplicação nos dias de hoje. Para retratar o momento que se vive actualmente no seio do remo destaco dois:

    – Quem dá mais é que é amigo (vai dai vamos todos de malas aviadas para Caldas de Aregos; – ou aqueles que quiserem ir).

    – Quem lhe comeu a carne que lhe roa os ossos.

    Siga a dança que a música é de confiança!!!…

    É lamentável. Mas esta situação deve-se apenas e só apenas a alguns dos actuais dirigentes clubistas. Não foram eles que desde 2008 para cá têm vindo a alimentar esta farsa? Então que se unam, deitem mãos à obra e vão para lá reparar o que deixaram estragar).

    Saudações desportivas

    Abraço


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