Política e desporto

De Jorge Araújo

Ao aproximarem-se eleições, fazem falta líderes com inteligência moral. Referências éticas e de responsabilidade colectiva, preocupados com o serviço público que devem prestar ao país. Capazes de nos inspirarem e mobilizarem pelo exemplo que constituam, através das suas condutas morais e não só! Também emocionais, sociais, políticas.

Tal como aliás assim expressam Doug Lennick e Fred Kiel no seu livro “Inteligência moral”:

“Líderes que acreditam que existem valores morais possíveis de ser partilhados, que se aplicam a toda a humanidade, dentro e fora do âmbito empresarial e político.”
“Líderes que falam com paixão das suas convicções e dos valores que defendem.”
“Líderes que explicitam nas suas acções aquilo em que acreditam, tornando mais fácil que todos nós os consideremos responsáveis e alinhemos o nosso comportamento pelos valores que defendem.”

Numa realidade social e política onde, cada vez mais, parece valer tudo e, praticamente, está a desaparecer a diferença que deveria existir entre o fazer o bem ou o mal, temos de ser capazes de eleger através do nosso voto os candidatos que façam a diferença para melhor.

Ao longo da história da humanidade e em todas as culturas, sempre existiram códigos morais que reconheciam a necessidade de existência de comportamentos socialmente responsáveis. Através deles e ao longo dos tempos, aqueles que os defenderam, expressaram a necessidade de correr riscos por aquilo que consideravam estar certo, agiram de forma ética e irrepreensível, construíram relações sociais de confiança com base na honestidade, coerência, competência e preocupação com os outros, admitiram os próprios erros e assumiram posturas de princípio em defesa dos valores em que acreditavam.

Basta portanto de líderes eventualmente carismáticos e com poderes quase absolutos, cuja falta de valores e princípios morais os torne negativamente destrutivos. Não só porque fomentam a divisão e a dispersão da vontade colectiva e impedem fundamentais manifestações de coesão nacional ao redor de objectivos comuns mas, principalmente, porque não são capazes de nos inspirar e mobilizar para o empenho e motivação que tanto necessitamos para sermos um povo mais produtivo e competitivo.

1 Response to “Política e desporto”


  1. 1 Zé luís 21/07/2009 às 16:56

    Pois é! Pois é!

    Há gente que não aprende nada!

    Mas fica uma boa notícia: animem-se porque soube que os esforçados juristas do Remo que rema já têm proposta de estatutos para apresentar aos outros que nada sabem de Remo.

    É assim. Como na água. É sempre a bombar!!!


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