ISO 9001

Parece que uma das listas candidatas aos orgãos sociais quer certificar os clubes de remo portugueses. Parece que quem não tiver o dito certificado poderá ter complicações graves, já que pode receber a visita da ASAE do remo – cujo acrónimo é RMJNA (Rascão Marques, José Nunes & Associados) – e poderão até ter que fechar portas. Dr. Jekyll diz que é uma medida positiva, separar o trigo do joio. Acrescenta que clubes sem qualidade não interessam ao remo nacional. Mr. Hyde diz que é preciso ter cuidado, que o Centro Nacional de Treino de Remo pode ser o primeiro a fechar. Por falta de condições, por falta de pessoal qualificado e por falta de resultados desportivos. DR. Jekyll discorda, diz que é um centro internacionalmente conhecido, que várias equipas estrangeiras têm lá ido estagiar. Mr. Hyde diz que se pretende começar a casa pelo telhado, que os clubes precisam de quem ajude, não de quem crie ainda mais problemas. Que não é por vontade própria que alguns têm falta de condições físicas. E que gostava de saber quantas reuniões promoveu a FPR com os dirigentes desses clubes ou com autarcas locais para resolver esses problemas estruturais. Dr. Jekyll diz que à FPR cabe um papel regulador, que deve exercer a sua função de melhorar a qualidade dos clubes para aumentar o número de praticantes. Mr. Hyde revolta-se. Procura nos estatutos da FPR o artigo que fala do papel regulador da FPR. Diz que só encontra “regulamentar” e que a origem etimológica desse termo lhe faz lembar “regulamento”. Mas que encontrou outro que fala em “proteger e defender os legítimos interesses de todas as entidades singulares ou colectivas inscritas nos seus registos”. Que se a certificação fosse isso até ele estaria de acordo. Mas que acha que isso da qualidade só vai servir para “controlar” e “dirigir”. Não sabe é se a aplicação deste artigo será igual para todos. Ou melhor, sabe que não, diz que basta conhecer o actor principal desta farsa…

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2 Responses to “ISO 9001”


  1. 1 RumoAoOlimpo 01/01/2009 às 20:17

    Qual ASAE, a actual FPR tem vindo a adoptar medidas no sentido de mostrar a qualidade do seu trabalho. Asim, para o próximo CNFundo só poderão participar os melhores, já a referida prova está limitada a 1 barco por prova e os desdobramentos não estão previsto. Desta forma irá haver muita “conta de cabeça” por forma a fazer as melhores apostas e poderemos ainda assistir que algumas provas possam não realizar-se por falta de um mínimo de 3 concorrentes.

    Na continuidade do trabalho de qualidade e com a chancela da ASAE desportiva, os trabalhos da equipa no Pocinho foram de alta qualidade com muito fundo lento, em 1X, para todos os que por lá passaram esta quadra natalicia. É que os responsáveis querem garantir que os acólitos passem nos testes que estão para vir e vai dai tudo para a água de skiff.
    Isto significa, provavelmente, não existe a menor ideia do que vão fazer com estes atletas nem que barcos vão montar, senão já poderiam estar a trabalhar neles, mas como é apanágio o mais natural é que as tripulações sejam decididas no estágio terminal. Certamente alguns acharão isso como mais do que suficiente para alcançar as classificações habituais.

    RumoAoOlimpo

  2. 2 02/01/2009 às 21:30

    O quê! Ainda foi alguém ao Pocinho? Quanto é que lhes pagaram?


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